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No silêncio dos armazéns e no vai e vem constante dos caminhhões carregados de café, um número chama a atenção e carrega um significado maior do que aparenta. Em 2025, a Cocatrel recebeu 1.836.928 sacas de café, um crescimento de 3% em relação a 2024. O dado, por si só, já é expressivo, mas ganha ainda mais peso quando colocado lado a lado com o cenário nacional, marcado pela queda de 9,7% na produção de cafés arábica.
Um desempenho que vai na contramão do cenário nacional
Segundo o 4º levantamento da safra de café do Brasil, divulgado em dezembro de 2025 pela Conab, a produção brasileira total caiu de 58 para 56,5 milhões de sacas. O dado revela um movimento claro: enquanto o café conilon bateu recorde histórico, o arábica enfrentou uma retração significativa.
A produção nacional de conilon alcançou 20,8 milhões de sacas, o maior volume já registrado. Já o arábica caiu de 40,75 milhões para 35,7 milhões de sacas entre 2024 e 2025, uma redução de 9,7%. Em Minas Gerais, maior estado produtor do país, a queda foi de 8,3%.
É nesse contexto que o desempenho da Cocatrel se destaca. Enquanto o país e o estado produzem menos café arábica, a cooperativa cresce em recebimento.
Confiança do cooperado traduzida em números
O salto de 1.783.753 sacas em 2024 para 1.836.928 sacas em 2025 mostra mais do que volume. Revela confiança. Confiança do produtor que escolhe entregar seu café à cooperativa, mesmo em um ano desafiador para a cultura do arábica.
O resultado de 2025 se consolida como o terceiro maior recebimento da história da Cocatrel, ficando atrás apenas das safras de 2020 e 2023, quando a cooperativa superou a marca de 2 milhões de sacas recebidas.
Em termos de comercialização, a Cocatrel negociou 1.396.530 sacas de café em 2025, totalizando uma movimentação geral de 3.233.458 sacas, considerando também o estoque de passagem. Embora a comercialização tenha sido menor em relação a 2024, o cenário revela um ponto estratégico importante: a cooperativa mantém um estoque relevante de café.
Esse volume estocado diferencia a Cocatrel da maioria das cooperativas da região e aponta para um 2026 promissor, tanto na geração de faturamento quanto nos resultados repassados aos cooperados.

Valor agregado começa no preparo do café
Outro dado que reforça a força da cooperativa está no beneficiamento. Em 2025, a Cocatrel rebeneficiou 1.107.055 sacas de café. Esse processo permite classificar o produto por bebida, peneira e aspecto, o que amplia as possibilidades de venda e agrega valor ao café, refletindo diretamente no preço pago ao produtor.
Esse cuidado com o preparo, somado à reputação construída ao longo dos anos, explica por que a cooperativa pratica um dos maiores preços médios pagos ao cooperado na região, superando concorrentes locais.
Um ano positivo e uma trajetória de evolução contínua
Em síntese, 2025 foi um ano positivo para o café e para a Cocatrel. Mesmo diante de um cenário nacional adverso para o arábica, a cooperativa manteve crescimento, solidez e relevância. Mais do que números, os resultados refletem uma relação construída com base em confiança, compromisso e entrega.
Enquanto o Brasil produz menos café arábica, a Cocatrel mostra que gestão, reputação e proximidade com o cooperado fazem a diferença. E deixam claro que o futuro, especialmente 2026, chega carregado de boas expectativas para quem acredita no cooperativismo como caminho.




