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O Prêmio Cumbucca de Gastronomia, considerado um dos principais reconhecimentos da culinária e dos produtos artesanais de Minas Gerais, está em sua nova edição reunindo os melhores sabores e histórias do estado. E entre os indicados está a Cachaça Divina Cana, orgulho de Três Pontas, que representa a força da tradição mineira com um toque de inovação e autenticidade.
Produzida artesanalmente e premiada em concursos anteriores, a Divina Cana foi indicada ao Prêmio Cumbucca como símbolo de excelência, sustentabilidade e identidade gastronômica. A marca, fundada por Paulo Sérgio Rodrigues, tem conquistado admiradores dentro e fora do país com sua proposta de unir técnica, memória e propósito em cada garrafa.
Mais do que uma bebida, a Divina Cana é uma experiência sensorial que começa na terra, passa pelo fogo do alambique e chega à mesa com sabor, alma e verdade. Para saber mais sobre essa produção, o Canal Ultranativo conversou com Paulo Rodrigues.
Um sonho que virou referência
“A ideia nasceu de memória”, conta Paulo. “Cresci em Itabirito, entre Ouro Preto e Belo Horizonte, e meu pai me levava a engenhos antigos. Ele sempre contava histórias do meu avô, que produzia açúcar artesanalmente. Guardei o som da moenda, o cheiro da cana esmagada, a umidade do engenho.”
Anos depois, ao montar o primeiro alambique, ele percebeu que não se tratava de um hobby — mas de dar continuidade a um legado familiar. “Era um resgate. Uma forma de transformar lembrança em propósito.”
O primeiro equipamento da Divina Cana foi feito de forma bem artesanal para o Hércules Cristo, artesão trespontano conhecido por consertar tachos de cobre e alambiques em toda a região. “Fiz cachaça um ano nesse alambique e vi que eu gostava tanto daquilo que fui me preparar”, relembra. Na sequência, Paulo concluiu especialização em boas práticas de produção de cachaça e, já no ano seguinte, passou a operar um alambique Santa Efigênia, de padrão industrial — um salto técnico que trouxe regularidade, segurança e controle fino de processo.
Com quatro anos de estudos em Química, Paulo adaptou o conhecimento acadêmico ao ofício do alambique. “Entender a fermentação, o aquecimento do mosto e o ponto ideal de corte foi essencial para criar o estilo da Divina Cana: artesanal, mas preciso.”


Mitologia, energia e personalidade
Cada rótulo da Divina Cana carrega uma força simbólica. “Tudo na cachaça tem energia: o fogo, o tempo, a madeira, o descanso”, explica Paulo.
- Júpiter: extra premium, envelhecida por três anos em carvalho americano e francês — premiada como Melhor Cachaça de Minas pela EMATER.
- Febo: passa por Amburana e Jequitibá-Rosa, com notas aromáticas.
- Netuno: a prata, de frescor e leveza.
- Vulcano: a força do fogo do alambique.
- Minerva: a sabedoria do tempo, envelhecida em jequitibá-rosa, com sutileza de madeira e uma picância agradável; pensada também para coquetelaria, a Minerva sai a 44% de álcool, enquanto os demais rótulos permanecem a 40%.
“Esses nomes mitológicos expressam a espiritualidade do processo e o respeito pela matéria-prima”, resume.
Prêmio Cumbucca: gastronomia e identidade mineira
O Prêmio Cumbucca de Gastronomia valoriza produtos, chefs, produtores e marcas que mantêm viva a tradição e a inovação da cozinha mineira. A premiação combina avaliação técnica e voto popular, reconhecendo iniciativas que transformam sabores em cultura.
É neste cenário que a Divina Cana se destaca: não apenas como cachaça, mas como símbolo de uma gastronomia que celebra território, memória e sustentabilidade. “A gastronomia é memória, território e experiência — e a cachaça carrega tudo isso”, explica Paulo. “Quando um chef escolhe trabalhar com uma cachaça artesanal, ele não está apenas servindo uma bebida. Ele está valorizando cultura e identidade mineira.”
A marca já teve destaque em concursos como o Rabo de Galo, em Minas e São Paulo, com bartenders criando drinques autorais usando a cachaça trespontana. “Esses eventos ajudam a mudar a percepção da cachaça, colocando o produtor artesanal no mapa da gastronomia brasileira”, completa.
Agora, com a indicação ao Prêmio Cumbucca, a Divina Cana reafirma seu lugar entre as marcas que levam Minas ao mundo com sabor e autenticidade.
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Sustentabilidade e propósito
Na Divina Cana, a sustentabilidade vai além do discurso. “Produzir cachaça é expressar valores”, diz Paulo. “Usamos energia solar, reaproveitamos o bagaço e reduzimos o uso de lenha. Isso não nasceu de marketing, mas de coerência. O consumidor sente quando o produto é verdadeiro.”
Esse compromisso com o meio ambiente reforça o papel da marca como exemplo de empreendimento artesanal responsável e inovador — o tipo de iniciativa que o Prêmio Cumbucca busca valorizar.
“Tradição não é repetir o passado, é entender o porquê dele”, afirma Paulo. A marca combina processos manuais e tecnologia limpa para manter o equilíbrio entre tradição e modernidade. “A máquina mede, mas quem sente é a gente. Produzimos micro lotes, respeitando o tempo e o propósito de cada madeira. Nosso crescimento é em significado, não em volume.”
Para 2026, a Divina Cana prepara edições limitadas especiais, explorando ao máximo a maturação em diferentes madeiras e o conceito de terroir mineiro.
Três Pontas, a nova rota da boa cachaça
Três Pontas já é conhecida pelo café, pela música e pela hospitalidade. Agora, com a Divina Cana, o município também se destaca no turismo sensorial e gastronômico. “A Divina Cana é parte da Rota do Café e do turismo cultural da região. Recebemos visitantes de várias partes do Brasil e de fora, interessados em acompanhar o processo, sentir o cheiro da cana moída e o calor do alambique. Não mostramos só um produto, mostramos um jeito mineiro de existir”, diz o produtor.
Entre os lançamentos recentes, a Divina 165 celebra os 165 anos da cidade — uma edição que traduz o orgulho trespontano em forma de sabor.
Responsabilidade e confiança
Em um momento delicado para o setor, diante das discussões sobre contaminação por metanol, Paulo reforça a importância da procedência e da fiscalização. “É essencial que o consumidor compre de marcas registradas e fiscalizadas. A responsabilidade é de todos. A Divina Cana sempre foi transparente e segue rigorosamente as normas. Nosso compromisso é com qualidade e segurança.”
Mais que um prêmio: um reconhecimento de identidade
A indicação ao Prêmio Cumbucca de Gastronomia é mais do que uma chance de troféu — é o reconhecimento de um trabalho que representa o melhor de Minas: a união entre arte, ciência e afeto.
“A Divina Cana é feita devagar, com mão, com atenção e com orgulho. Ao votar, você está escolhendo um produto que respeita a origem, valoriza o território e traduz a verdadeira mineridade”, conclui Paulo Rodrigues.
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Fotos: Mapa da Cachaça


