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Entre vielas históricas de Ouro Preto, acordes que ecoam em São João del-Rei e aplausos de Belo Horizonte, a voz de Natashha Maria encontrou novos caminhos. Após uma mini turnê por Minas Gerais, a cantora se prepara para lançar o remix de Bar da Saudade, faixa principal de seu último EP — um trabalho que, segundo ela, ainda “tinha muito a dizer”.
“Essa música percorreu muitos caminhos durante a turnê, e eu quis deixá-la respirar em outro ambiente sonoro, mais popular, mais urbano”, conta Natashha. O remix, produzido em parceria com o DJ Pejota, chega às plataformas no dia 3 de novembro e traz uma nova energia: uma mistura de emoção e batida quente, fundindo a força do funk com a poesia da saudade.
O Canal Ultranativo conversou com a artista para saber um pouco mais sobre o álbum Bar da Saudade, o lançamento do remix e próximos projetos.
Entre o violão, a poesia e as estradas mineiras
Antes do remix, Natashha já vinha desenhando uma trajetória marcada pela delicadeza das letras e a força das interpretações. Formada entre palcos pequenos, saraus e produções independentes, ela construiu sua identidade artística inspirada nas raízes mineiras, na música popular brasileira e em referências que vão de Milton Nascimento a Céu.
No seu álbum Bar da Saudade, lançado em 2023, é uma obra de transição: um retrato da vulnerabilidade e do amadurecimento. As canções transitam entre o amor, a perda e o reencontro consigo mesma, embaladas por violões suaves e arranjos que mesclam o regional e o urbano. O trabalho abriuu caminho para a turnê que percorreu São João del-Rei, Ouro Preto e Belo Horizonte.
“Remix de Bar da Saudade é um encontro entre mundos”
O remix de Bar da Saudade dialoga com o público de forma diferente. Natashha explica que o processo de repensar a faixa foi também um exercício de escuta — e de coragem. “O remix tem uma pegada MTG funk, um ritmo pulsante que traz o corpo pra dança. Eu quis explorar essa outra cultura musical, entender como a linguagem do funk — nascido nas periferias e carregado de resistência — poderia conversar com a minha música. É um encontro entre mundos, mostrando que sentimentos profundos também podem se expressar na energia coletiva.”
Esse trânsito entre o íntimo e o popular tem sido a marca da artista, que se reinventa sem perder as raízes. Bar da Saudade, segundo ela, simboliza um ciclo de aprendizado — e o remix chega como um brinde à trajetória vivida, abrindo caminho para o novo álbum que vem aí.
Durante os últimos meses, Natashha passou por São João del-Rei, Ouro Preto e Belo Horizonte, apresentando seu repertório autoral. A recepção, ela diz, foi intensa e cheia de descobertas. “Apresentar música autoral é se despir, é se mostrar vulnerável. Cada show teve uma energia única. As pessoas cantando junto, mandando mensagens depois… Cada gesto de acolhimento é um ‘sim’ que me dá força pra continuar.”
Esses encontros, afirma, reacenderam seu desejo de circular mais, levando sua música a novas cidades e espaços. “A beleza dos lugares e o carinho do público me alimentaram. Quero levar esse show ainda mais longe.”
Três Pontas: o começo de tudo
Antes das turnês e dos estúdios, houve uma menina que cresceu ouvindo violão ao pôr do sol, em uma cidade que respira música. Natashha fala de Três Pontas com o tom de quem guarda o passado como abrigo. “Sou do tempo do Buxarella, dos sarais na Casa da Cultura, dos encontros com violão e café. Três Pontas me deixou sonhar musicalmente. E é bonito ver tantos trespontanos espalhados por aí, mostrando essa força cultural que a cidade tem.”
Entre lembranças e melodias, a cantora afirma que carrega a cidade em cada verso — seja no aroma do café, na poesia do interior ou na simplicidade mineira que permeia suas composições.
“Pitanga”: o próximo florescer
Mas Natashha não para. Depois de Bar da Saudade, nasce Pitanga, o novo trabalho que está em produção e previsto para 2026. “Pitanga fala sobre doçura e resistência, sobre florescer mesmo depois das quedas. É um álbum mais colorido, mais corpo-terra, com uma estética psicodélica e viva.”
A artista descreve o projeto como um retorno às origens, à infância e à natureza — um mergulho no próprio quintal, onde havia um pé de pitanga que inspira o nome e o sentimento do novo disco. “É sobre o amor mais puro e íntimo, sobre o renascimento de uma Natashha que se reinventou. As músicas têm violões de nylon, percussões e psicodelismo. Vai ser uma viagem sonora e poética para quem precisa reencontrar partes adormecidas de si.”
Depois de Bar da Saudade, o que vem por aí?
Entre o popular e o poético, entre o funk e o violão, Natashha Maria segue traçando um caminho que é só dela — firme nas raízes e livre nas asas. Ela sonha em trazer o show para Três Pontas, cidade que a viu nascer musicalmente. “Tenho planos de apresentar ‘Pitanga’ aí, sim. Se tudo der certo, 2026 vai ser o ano desse reencontro.”
E até lá, o público pode esperar o que ela define como sua essência: verdade, corpo e alma. “A música é minha forma de terapia. Quero continuar explorando fronteiras — entre o ancestral e o futurista, o íntimo e o coletivo — e seguir cantando o que é humano.”
O remix de Bar da Saudade estará disponível nas plataformas no dia 3 de novembro, faça o pré-save através do link: https://tratore.ffm.to/mtgbotequinho











