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No coração do Carnaval carioca, entre salões históricos, flashes e referências que atravessam décadas, um nome de Três Pontas ecoou com elegância: Marina Zanetti. A trespontana marcou presença no Baile da Vogue, um dos eventos mais emblemáticos da moda brasileira — e também um dos mais observados do mundo quando o assunto é criatividade, identidade e narrativa estética.
Realizado no tradicional Copacabana Palace, o Baile da Vogue 2026 reuniu cerca de 1.600 convidados entre artistas, modelos, estilistas, influenciadores e personalidades que ajudam a escrever, ano após ano, a história da moda nacional. Com o tema “Carnavália: O Abre-Alas Fashionista da Folia”, a edição deste ano propôs uma imersão no Carnaval como linguagem cultural, visual e simbólica — um convite para revisitar o passado com os olhos do presente.
Um baile, muitas histórias — e uma delas nasce em Três Pontas
Foi dentro desse contexto que Marina Zanetti construiu sua presença. Inspirada nos carnavais antigos, daqueles que misturavam rua e salão, marchinhas e luxo, a trespontana levou para o Baile da Vogue um olhar que une memória, sofisticação e identidade. Um visual que não apenas veste, mas narra.
O look usado por Marina Zanetti no Baile da Vogue 2026 é uma composição que equilibra o drama do Carnaval com a sofisticação dos antigos salões cariocas. Assinado pelo estilista Vitor Zerbinato, o vestido tomara que caia em preto profundo apresenta uma silhueta estruturada e imponente, remetendo aos grandes bailes da década de 1920.
Confeccionado em tecido nobre, o modelo reflete a luz de forma sutil e é pontuado por delicadas aplicações que lembram pérolas ou cristais, criando um efeito de céu estrelado — quase como se o brilho da folia estivesse costurado ao tecido. O visual ganha força com luvas longas de veludo preto, referência direta à elegância dos anos 1920, e com joias assinadas por Marisa Clerman, que complementam o brilho com precisão.
O grande destaque da produção é o adereço de cabeça criado por Eduardo Caires, uma estrutura prateada vazada, cravejada de cristais, que emoldura o rosto e se projeta para o alto como uma coroa carnavalesca. A beleza, assinada por Gabriel Bittencourt, aposta em cabelos totalmente presos e acabamento polido, permitindo que o colo e o acessório assumam o protagonismo.
O resultado é um visual que traduz a passagem do palco para a avenida, unindo a opulência europeia do veludo ao movimento, à liberdade e ao espírito do Carnaval brasileiro.

Da Austrália aos grandes salões da moda
A presença de Marina Zanetti em um evento desse porte não é acaso. Nascida em Três Pontas, ela construiu uma trajetória sólida no universo da moda e da imagem. Aos 16 anos, partiu para um intercâmbio na Austrália, onde viveu por quase seis anos, se formou em Business and Hotel Management pelo International College of Management Sydney e teve seu primeiro contato profissional com o varejo de moda.
Depois, veio Londres e o Istituto Marangoni, onde estudou Consultoria de Imagem. De volta ao Brasil, Marina se consolidou como buyer e gestora em um dos maiores grupos multimarcas do interior paulista, além de iniciar, ainda em 2010, sua carreira digital — hoje reconhecida nacionalmente.
Atualmente, integra o time de influenciadoras da plataforma Fhits e é referência em lifestyle, moda e imagem, mantendo uma presença que combina repertório internacional, sensibilidade estética e identidade brasileira.
Quando o passado encontra o presente
Em sua própria legenda nas redes sociais, Marina descreveu o look como um atravessamento de tempos: o carnaval de rua e o glamour dos salões, a herança e o agora, a opulência e o gesto. Uma leitura que traduz, com precisão, o espírito do Baile da Vogue e o papel que a moda exerce como linguagem cultural.
Mais do que um vestido, o que se viu foi um posicionamento. Uma trespontana ocupando, com legitimidade e poesia, um dos palcos mais simbólicos da moda brasileira.
Orgulho que atravessa fronteiras
Para Três Pontas, a presença de Marina Zanetti no Baile da Vogue representa mais do que visibilidade. É a confirmação de que histórias que nascem no interior podem, sim, ocupar os grandes centros, dialogar com o mundo e manter suas raízes vivas.
Porque quando o passado e o presente dançam juntos, o espetáculo se anuncia — e o orgulho também.
Equipe do look
Foto e vídeo: @joaorisso_
Styling e direção criativa: @mullerantonio
Make e hair: @gabrielbittencourt_
Assistência de produção: @mi_davila
Estúdio: @meninos.na.casinha
Calçado: @paulatorresbrand
Vestido: @vitorzerbinato
Joias: @marisaclerman
Cabeça: @eduardocaires



