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Após brilhar no Mundial de 2025, a atleta voltou às piscinas para uma campanha histórica, subindo ao pódio em todas as seis provas que disputou e quebrando três recordes pessoais.

A nadadora trespontana Áddilla Caroline continua a escrever seu nome na história da natação. Se no ano passado o Canal Ultranativo noticiou suas duas medalhas de bronze no Mundial de Natação Master de 2025, agora a atleta alcança um degrau ainda mais alto: o título de Campeã Sul-Americana.
Em uma competição que exigiu força física e mental, Áddilla enfrentou quatro dias intensos de disputas. O resultado nas piscinas foi o reflexo direto de sua dedicação diária aos treinos. A atleta competiu em seis provas individuais e, de forma impressionante, subiu ao pódio em todas elas, trazendo para casa uma verdadeira coleção de medalhas: dois ouros, duas pratas e dois bronzes.

Além das medalhas, Áddilla superou a si mesma ao bater três de suas melhores marcas pessoais.
O quadro de medalhas da campeã
Confira o desempenho da atleta na competição:
• Ouro (1º lugar): 200m costas (melhor marca pessoal)
• Ouro (1º lugar): 100m costas
• Prata (2º lugar): 100m livre (melhor marca pessoal)
• Prata (2º lugar): 50m livre
• Bronze (3º lugar): 50m peito (melhor marca pessoal)
• Bronze (3º lugar): 50m costas

“Uma sensação de dever cumprido”
Mais do que os números, a conquista carrega o peso de uma rotina intensa e, muitas vezes, invisível.
Ao falar sobre o título, Áddilla resume o sentimento com clareza:
“Conquistar esse título traz uma sensação de alívio e dever cumprido. A medalha é a materialização de que todo o esforço valeu a pena e de que o planejamento foi certeiro.”
A atleta ainda destaca o desafio de equilibrar a vida profissional com a rotina esportiva:
“No dia a dia, é um desafio conciliar a rotina de trabalho com treinos de natação e musculação. Ver esse resultado no pódio me dá a certeza de que estou no caminho certo.”
A prova mais difícil da carreira
Se nas piscinas o desempenho foi dominante, foi fora delas, no mar, que veio o maior teste.
Na prova dos 3km em águas abertas, Áddilla enfrentou condições completamente diferentes daquilo que está acostumada.

“Foi, sem dúvida, o maior desafio da minha carreira. Logo nos primeiros 500 metros, eu senti um desconforto muito grande. Como sou nadadora de piscina, o mar me tira da zona de conforto.”
A atleta relata que fatores como temperatura, visibilidade e movimentação da água impactaram diretamente seu desempenho — e, principalmente, o psicológico.
“A água estava mais escura, a temperatura elevada e a agitação das ondas mexeram muito com o meu psicológico. Eu estava cansada fisicamente, mas precisei lutar contra tudo isso para me manter focada.”
No fim, mais do que técnica, foi uma prova de resistência mental.
“Foi uma prova de superação.”
O que está por trás do pódio
Para quem vê de fora, o pódio representa vitória. Para quem vive o processo, ele carrega muito mais.
“Muitas vezes o pessoal vê a foto no pódio, mas não vê a angústia e a ansiedade dos bastidores. Não veem o planejamento de cada hora do dia pra conseguir cair na água.”
Áddilla também fala sobre a pressão envolvida em cada prova:
“Existe o medo de errar e o peso de saber que, depois de meses de treino, eu só tenho uma chance, poucos segundos pra fazer tudo dar certo. É uma entrega emocional muito grande que ninguém imagina.”
Representar Três Pontas
Entre todas as conquistas, uma das mais simbólicas está naquilo que não aparece nas medalhas: o lugar de onde tudo começou.
“Representar Três Pontas significa quebrar barreiras. Eu nunca imaginei que a natação me levaria tão longe.”
Levar o nome da cidade para uma competição internacional tem um significado que vai além do esporte.
“Hoje, ver que conquistei meu espaço entre os melhores do continente é algo que me enche de orgulho. É gratificante demais.”
Uma trajetória que continua
A conquista sul-americana não marca um fim, mas um novo começo.

“O plano é continuar… manter o foco e me preparar para o Campeonato Mineiro e Brasileiro no meio do ano.”
Com objetivos bem definidos, Áddilla já mira os próximos desafios:
“Quero chegar lá pronta para representar Minas Gerais com a mesma garra que tive no Sul-Americano.”
Com a bandeira do Brasil, e de Três Pontas, no lugar mais alto do pódio, Áddilla Caroline segue provando que talento, disciplina e consistência podem levar cada vez mais longe.
E, se depender do ritmo da atleta, novas conquistas já estão a caminho.


