Compartilhe essa notícia
Enquanto o frio de julho se aproxima, os corações trespontanos já começam a se aquecer com o anúncio oficial do 13º Festival Canto Aberto. Um evento que, a cada edição, reforça o papel de Três Pontas como celeiro de talentos e guardiã de tradições culturais.
Em 2025, o festival abraça o tema “Raízes – nossa fé, nossa música, nosso café”. Uma escolha que, mais do que poética, simboliza o tripé que sustenta a identidade da cidade.
De 1º a 5 de julho, Três Pontas será tomada por música, arte e celebração. O festival recebeu mais de 500 inscrições, vindas de 16 estados brasileiros, consolidando sua posição como um dos eventos mais respeitados do circuito nacional.
Palco para todas as vozes
A programação do Festival Canto Aberto se desdobra em múltiplas frentes:
- Fase Estudantil: com apresentações de música, teatro, desenho, texto e fotografia, envolvendo crianças e adolescentes da rede municipal;
- Etapa Local: 10 canções autorais de artistas trespontanos sobem ao palco no dia 3 de julho — cinco seguem para a grande final;
- Etapa Nacional: 20 composições de todo o país serão apresentadas no dia 4 de julho, e 10 seguem para a finalíssima;
- Tenda Cultural: com espetáculos de música, teatro e contação de histórias, além de apresentações de alunos e professores do Conservatório Municipal Heitor Villa-Lobos.
Shows nacionais: de lendas a novas gerações
A grande novidade da edição 2025 é a presença de três artistas de diferentes gerações da música brasileira, com apresentações gratuitas na Praça Cônego Victor:
- 2 de julho – Renato Teixeira: o poeta da música caipira, autor de “Romaria” e “Tocando em Frente”, traz seu lirismo e sua alma sertaneja para embalar o público com canções que são verdadeiros hinos do interior do Brasil.
- 3 de julho – Nano Vianna: celebrando 20 anos de carreira, o capixaba mistura pop brasileiro com causas sociais e performances marcadas por sensibilidade, diversidade e arranjos poéticos. Um show vibrante, moderno e cheio de significados.
- 5 de julho – João Ramalho: herdeiro musical de Zé Ramalho, João imprime sua identidade com influências de rock, forró e MPB. É tradição e inovação na mesma batida, encerrando o festival com intensidade e personalidade.
No dia 4 de julho, a Praça da Matriz também será embalada pela Batucada Tambanauê, com repertório dançante e vibrante para celebrar a cultura popular.
Mais que festival: um movimento que transforma
Com R$ 87 mil em premiações, o festival valoriza quem cria: os cinco primeiros colocados da etapa nacional receberão prêmios que variam entre R$ 7.000 e R$ 3.000, além de ajuda de custo. A fase local também premia os dez melhores classificados e reconhece o Melhor Intérprete com um prêmio especial.
Além disso, a estrutura do evento conta com palco moderno, praça de alimentação solidária, apoio da Polícia Militar para segurança, e envolvimento direto de diversas secretarias municipais, como Cultura, Educação, Turismo, Saúde e Obras.
A movimentação econômica é intensa: hotéis, restaurantes, bares, cafeterias, lojas e o comércio em geral já se preparam para receber um público numeroso — entre turistas e moradores.
Desfile cívico e aniversário de Três Pontas
No dia 3 de julho, data em que Três Pontas celebra seu aniversário e os 38 anos do Conservatório Municipal, acontece o tradicional Desfile Cívico, com a participação de 11 fanfarras e todas as escolas municipais. Um momento de orgulho coletivo, preparado com carinho, organização e emoção.
Um convite à cidade inteira
O Festival Canto Aberto é, mais do que um evento, um manifesto cultural. Um espaço onde novos artistas surgem, crianças descobrem a arte e a cidade inteira se reconhece em suas raízes. Ao receber figuras como Renato Teixeira, Nano Vianna e João Ramalho, Três Pontas reafirma seu lugar no mapa cultural do Brasil.
Prepare o coração e a voz. O palco é nosso, as raízes são profundas — e a festa, inesquecível.


